terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O fim de um companheiro

Uma perda

Vamos deixar algo claro nessa nossa conversa, eu não gosto de dramas, mas uma parte da história que lhes contarei agora esta marcada com a queda de um companheiro. Sim, Bront. Ele nos deixou. Eu apesar de ter consciência de que diariamente arriscamos nossas vidas, nunca espero a queda de um companheiro. Imaturidade? Talvez, mas por mais que se planeje, a grande verdade é que a morte nos desperta para os riscos desse mundo e nos traz um amargo aprendizado. Mas, foi para isso que resolvi partir de minha bela Silverymoon, para aprender e me tornar um grande mago, então vamos aos fatos. Irei contar-lhes como essa história aconteceu.

O Acampamento ORC




Passamos por um combate vitorioso contra uma grande horda de Orcs (sim, nós enfrentamos muitos meu amigo e nos vimos mais uma vez vencendores). Foi uma vitória muito importante pois alem de recursos, ela nos trouxe esperança para conseguirmos voltar a civilização. Eu utilizei as minhas técnicas de combate nas criaturas (a mão do aprendiz) e também um dos poderes da magia de necromancia para colaborar na luta contra os ORC´s.

Como a vida é engraçada, o anão, servo fiel de uma divindade boa foi o que mais sentiu o poder da necromancia e teve a sua carne restaurada. O pequenino, embora possua um bom coração, foi um dos que mais se comportou como um demônio (no sentido metabólico, de recuperação é claro...) ao receber a cura infernal. Sem dúvidas ficarei de olho nele para perceber se os efeitos dessa magia trarão consequências em seu comportamento ou ate mesmo em sua fé. Um caso muito interessante diga-se de passagem.

Bront e Krolm demonstraram mais uma vez habilidade em combate. Trabalharam juntos na frente de batalha e fizeram um trabalho fantástico. Eu sinceramente não sei ainda se ele percebeu que o fato de ele ficar grande é resultado de uma magia de transmutação. Quando Krolm entra naquele estado de fúria, acho que ele não consegue perceber muita coisa a não ser o inimigo em sua frente. A magia de aumentar pessoa funcionou fantasticamente bem nele e isso eu confesso me traz uma traz uma leve realização. Acredito que posso desenvolver grandes feitos com essa escola.

Os Sobreviventes

Encontramos no acampamento algumas crianças e um velho. Ele nos contou que os orcs estavam atrás "dela". Eles diziam isso enquanto saqueavam a sua vila e matavam as pessoas brutalmente. Imagino que seja a mulher (ou criatura) que soltamos na mina ou castelo (seja la o que for). Não sei se isso foi certo ou errado, mas, agimos como grupo e libertamos a jovem. O tempo dirá se isso foi certo ou errado.

Partimos ao Sul, descendo o rio. Caminhamos muito e as crianças e o velho nos atrasaram. Lá estava eu, com um dilema moral. Mais uma situação de aprendizado, mas, diferentemente da magia esta lição era mais difícil. Eu, racionalmente coloco o nosso grupo em primeiro lugar e sei que eles nos atrapalhavam. Inicialmente tentei ajudá-los, mas logo percebi que eram um peso, um fardo. Resolvi me manter calado e deixar que a situação nos levasse até o insustentável para que possamos em grupo tomar uma decisão. 

O Grande Urso

Krolm resolveu caçar um urso. Ele já deve ter enfrentado uma besta dessas antes. E com isso ele achou uma caverna e resolvemos ajudá-lo a caçar a criatura. Adotamos a mesma tática de sempre, o bárbaro e o monge indo na frente em total silêncio e com isso se distanciaram de mim. Em seguida, tudo que ouvi foi o barulho de combate e a grande besta rugindo em fúria (me refiro ao urso e não ao bárbaro). Corri, e quando cheguei vi krolm em fúria decaptar o grande urso cinzento. Uma criatura fantástica, bela, uma grande e poderosa maquina de matar. Mas, foi ai que percebi que Bront estava caído. Corri para tentar ajudá-lo com a minha cura infernal, porem, antes mesmo de evocar o poder negro, percebi que já era tarde. O urso o feriu mortalmente.

Nosso companheiro caiu. Tínhamos muita comida, abrigo, mas aquela noite não foi feliz. Eu e o anão enterramos Bront enquanto o feiticeiro mais uma vez demonstrou a sua frieza para com o grupo. Mandrake sem dúvidas é uma pessoa estranha e eu ainda não confio nele. Acredito que somos uns pelos outros (principalmente nessa situação de sobrevivência). O fato é que existe uma parte leal em mim, e apesar de ter vivido pouco tempo com o monge, eu o respeitava. Assim fizemos as ultimas homenagens ao falecido. Que ele encontre paz.




O Rio gelado

Descemos novamente rumo ao Sul e nos deparamos com um grande rio gelado. Krolm começou a construir uma espécie de jangada. Ele não possui muita habilidade com "carpintaria", porem é nossa unica opção e mais uma vez depositei minha confiança nele. Até aqui, ele havia feito muito com seus conhecimentos de sobrevivência, combate e acredito que ele poderia nos ajudar a cruzar aquele rio. 

Após o termino do que parecia ser uma jangada, o clérico de Moradim disse que iria voltar para resgatar as crianças e o velho. Lembra que eu disse que iria me manter neutro e deixar que os fatos levassem a um fim do nosso fardo? Sim, eu me mantive calado novamente. Isso era uma escolha de Thorim, e se ele quer arriscar sua vida para salvar o velho e as crianças, que ele faça por sua conta e risco. Apesar de saber que uma possível queda do anão iria nos enfraquecer mais ainda, eu não poderia fazer nada. São escolhas e ele fez a dele.

Resolvemos então atravessar o rio gelado. No meio do caminho, a água começou a entrar na pequena embarcação e nisso resolvi com o escudo de Throrim ajudar a retirará-la, jogando-a para fora. Péssima decisão, pois com isso entramos em um desequilíbrio naval, uma espécia de perda de controle ou equilíbrio da jangada e com isso o anão caiu na água. Krolm ajuda o pequenino e o tira do rio gelado, porem estávamos a deriva, deixando o velho e as criança a sua própria sorte. 

Os Elfos

Após descermos rio abaixo, o bárbaro em fúria novamente salta e nada até as margens do rio gelado e de lá tenta nos puxar. Mandrake e eu tentamos nos segurar na corda, mas por fim, acabamos caindo na água também. Krolm volta e nos ajuda a chegar a margem. Assim que me levanto, percebo dois grupos em combate, sendo um deles compostos de elfos e o outro de bugbears. Não penso duas vezes, invoco os poderes da escola de conjuração, levanto a minha armadura arcana e em seguida me preparo para ajudar meus irmão elfos.

Sem dúvida agi sem pensar. Acho que a confusão toda no rio me deixou com o sangue quente (apesar do frio das águas). Enfim, não da para ser racional o tempo todo... 

Continua...