quarta-feira, 7 de maio de 2014

Nasce um novo mundo: EDORA

Bom dia.
Estou na fila para ser o proximo mestre de campanha do meu grupo de RPG. Tive a oportunidade de mestrar, durante um pouco tempo, em D&D 3.5. Confesso que boiei e muito nas regras, eu era muito novato ainda no sistema para mestrar.
Porém... a cada dia aprendo coisas novas no sistema e me sinto mais apto a mestrar uma campanha. Quero muito colocar em prática um cenário próprio e comecei a rabiscar algumas linhas. Segue um resumo, um apanhado geral no qual descrevo vagamente o que pretendo que seja o mundo que eu criei, chamado de Edora.
Fiz uma descrição bem superficial dos deuses, tecnologia e territorios. Eu quis criar um mundo com um formato totalmente diferente do que estamos acostumados, dois grandes continentes e um menor, medio ao meio. Veremos no que vai dar....

*Estou fazendo alguns ajustes ainda no cenário, como isso é uma prévia pode ser que hajam diferenças no texto, esta é a segunda revisão do texto, mudei o nome do continente de Draegor para Draegon. Mudança pequena mas para evitar comparações com a Draenor de world of warcraft...
** Alterado, ao inves de "Fraternidade Real" a facção que controla Asturia é o Imperio Astur.


Segue:


O começo era trevas, e nas trevas surgiram três luzes. E assim que que todos os clérigos de Edora se referem a criação de seu mundo.
                Edora é um grande planeta, dividido entre 3 grandes massas de terras. O continente do leste é chamado de Draegon. O menor continente, considerado o centro do mundo é chamado de Giran e o continente do oeste chamado de Asturia. Alguns povos acreditam que cada continente representa uma divindade maior, de mesmo nome. Irmãos que nos primórdios dos tempos se separaram e cada um para um lado.

Draegon:
Também chamado em Asturia de o continente primitivo. Draegon é composto em sua maioria por reinos, cada qual com suas divisões e territórios. A maior cidade, considerada a capital continental de Draegon é Baskara. O continente vive sobre um triunvirato, reinado por três reis de antigos reinados (um rei humano, um elfo e uma rainha anã) que antes estavam em guerra e se uniram sobre uma grande bandeira. Eles formaram a Grande Irmandade, uma aliança entre todos os reinos que comandam e defendem todo o continente. A influência da Grande Irmandade é total, todas as cidades civilizadas respondem a Irmandade.
                Draegon é conhecida como o reino primitivo, pois é  lar de criaturas selvagens, velhas tribos que resistem a civilização que a Grande Irmandade tenta impor em todo o continente. Há um reino que faz parte do triunvirato que defende a liberdade dos chamados povos primitivos, respeitando a sua escolha a liberdade. Isso é tema de diversos debates, mas o acordo mutuo até o momento é de respeito e isolamento das tribos primitivas.  Há vastas regiões selvagens que fogem do controle e da vigia da Irmandade, mas tais regiões são de conhecimento das cidades civilizadas. Nessas regiões, cultos de deuses profanos, conjuradores insanos e seres abissais ficam a espreita a procura de incautos. Andar por regiões selvagens é andar ao lado do perigo.

            Asturia:
                Asturia é um continente que se gaba de ser uma região civilizada. Entretanto, Asturia está imersa em uma grande teia de intrigas e assassinatos reais. Ela é dividida em três grandes blocos, todos comandados por uma única facção que se intitula a Império Astur . Foi o lar de grandes e nobres reis no passado, mas atualmente carece de uma liderança concisa. As regiões selvagens de Asturia são lares de criaturas antigas e poderosas, cujas quais já desafiaram no passado os chamados povos modernos. Atualmente, a Império Astur está sobre a liderança do Imperador Frei, abaixo dele há outros regentes de cidades e territórios, mas todos obedecem apenas o comando do grande Imperador.
Em Asturia, as regiões selvagens são ainda mais perigosas do que em Draegon, há a presença de tribos primitivas, mas as mesmas são cada vez mais raras nos dias modernos.

Giran:

Giran é o menor e mais organizado território de Edora. Giran é considerado um território neutro, e sua maior cidade é chamada de Liefen.
Em Liefen, tantos Draegoanos quanto Asturianos são bem vindos e o território é totalmente neutro, o que significa que nenhum tipo de conflito militar é tolerado.
O conhecimento floresce em Giran, a cultura é rica e a tolerância é absoluta. Entretanto, por ser um território pequeno, a densidade demográfica cada vez frequente fez com que o grande Concilio entidade que rege as leis e comanda Giran, decretasse um rigoroso controle de ida e vinda. Geralmente mercadores tem o acesso liberado ao continente, mas viajantes ficam somente pequenos períodos de tempo no em Giran.
Em Giran, existem grandes escolas mágicas, e grandes templos religiosos...

Tecnologia:

A tecnologia existe em Edora, mas ainda é muito rudimentar. As armas de fogo ainda estão sendo aperfeiçoadas e não são bem vistas entre os cavaleiros nobres. Há dois expoentes de tecnológicos em Edora: tecnologia Goblina e Gnômica.
Tecnologia goblinica: desenvolvida por Goblins engenheiros, presentes em Draegon e um pequeno cartel de engenheiros em Asturia.
Tecnologia Gnômica: presentes em sua maioria em Asturia, os gnomos tem um pequeno acampamento em Draegon. Tem uma guilda de desenvolvimento tecnológico em Giran, mas o seu acesso é extremamente limitado.

Religião:

VELHOS DEUSES

A religião em Edora é politeísta. Em todos os reinos, desde a antiguidade, os povos veneram os velhos deuses: O Tribunal Vivo, A mãe celestial, O Nada, Astor (de Asturia), Deusa Gilren (de Giran) e Draen (de Draegon).  Em uma visão simplista acredita que o Tribunal Vivo seja o pai, e a mãe celestial a progenitora dos filhos Astor, Gilren e Draen. O nada é o vazio, a decadência, o silêncio... Uma antítese a tudo que representa a Mãe Celestial e até mesmo a neutralidade o Tribunal vivo é O Nada.
O Deus maior chamado de Tribunal Vivo é um grande ser, armadurado, com três faces.  Alguns religiosos acreditam que o Tribunal Vivo rege as leis do universo e é ele quem escolheu aqueles que ascenderam como deuses menores. Não se sabe ao certo se isso é verdade, mas as pessoas, de uma forma geral em Edora, acreditam na força do Tribunal Vivo. A mãe celestial representa toda a benevolência. Ela é considerada a criadora de todos os seres viventes de Edora. E vista com grande carinho, até mesmo pelas tribos mais simples e selvagens.
O Nada é o vazio, a escuridão, o silencio eterno. Dizem que antes da luz já havia o Nada, quieto, vazio, tranquilo... Até que surgiu o principio. Com ele, e com A mãe celestial e a neutralidade absoluta do Tribunal Vivo, Nada se despertou. Nada foi contra a vida, a criação de Edora e dos seres vivos. Nada é o ódio perante o progresso, é a estagnação eterna. Os únicos seres que abertamente adoram e veneram O Nada são os aracnaes, raça de seres inteligentes semelhantes a aranhas os quais tem como deuses Maracna e Nada.
****
                O sentimento religioso é algo muito forte em Edora, embora existam pessoas e sociedades de uma forma geral que não acreditem ou não sigam nenhum tipo de religião. Mesmo aqueles que escolhem focar em uma vida mais material sentem, em seu intimo, uma presença a qual ignoram com muito ardor.

NOVOS DEUSES
Com o tempo surgiram outras divindades, os chamados novos deuses. Segue suas descrições abaixo:

Alenara: Deusa da magia. Segundo os elfos e os humanos, Alenara foi o primeiro ser vivente de Edora a ter contato com o arcano. Alguns dizem que é filha de Gilren, que criou sua prole para disseminar o conhecimento mágico por toda a criação. Alenara é uma deusa misericordiosa, aldeões, principalmente de Draegon, rezam por ela pedindo proteção. Guildas mágicas religiosas a reverenciam.

Algor: deus associado à guerra. Era um poderoso guerreiro Asturiano que ganhou inúmeras batalhas contra Draegon. Algor foi amaldiçoado por um feiticeiro Draegoanos, e ascendeu ao panteão quando se sacrificou para salvar o seu exercito. Apesar da sua natureza violenta, é considerado um Deus justo.

Nesmodan: deus associado à espiritualidade. Nesmodan foi um poderoso feiticeiro que ascendeu ao panteão ao proteger Draegon de uma invasão de extraplanares do reino inferior. Seu irmão, Gorh foi um necromante que teve contato com os planos inferiores e invocou os seres para a idade. Nesmodan derrotou a legião infernal, e ascendeu ao panteão. Porem, seu irmão Gorh também virou uma divindade...  uma divindade maligna.

Gorh: deus ligado a energias negativas, necromancia. Irmão mais novo de Nesmodan, desceu para o submundo e invocou as legiões malignas. Movido pela cobiça, queria dominas as minas de mithrill e prata de Draegon. Foi derrotado por seu irmão, mas ascendeu ao panteão representando a malignidade em Edora. Há cultos secretos para essa divindade.

Nila: deusa da natureza. Nila é a grande deus da natureza, representa as vicissitudes da natureza em Edora, muito cultuada entre os druidas, de todos os continentes. E benevolente para com os amantes e protetores da natureza selvagem. E muito cultuada por tribos primitivas de Draegon e Asturia.

Mãe noite: Deusa ligada a morte, assassinatos. A mãe noite é a silenciosa protetora da noite, das crianças da noite. AS vezes atuando como protetora, as vezes como algoz, de fato ninguém sabe ao certo quais as motivações da Mãe noite. Há cultos a mãe noite, e sociedades de criaturas da noite que a cultuam em segredo.

Nambo: Deus da fortuna. Nambo era um grande mercador, joalheiro e mercador. Em tempos antigos ele vagava pelos continentes vendendo suas mercadorias. Era uma pessoa benevolente e ascendeu ao panteão.

Abisalon: Deus associado a maldade, negatividade. Abisalon é um deus que provem dos mares negros, dizem que é um ser das profundezas que declarou guerra contra os povos da superfície e ascendeu ao panteão ao morrer. Se há cultos a essa divindade, são obscuros demais para conhecimento geral.

Markon: Deus da mentira. Markon era um ladrão muito habilidoso que, segundo as lendas, conseguiu enganar um poderoso dragão de Asturia. Se enrolou tanto em mentiras que acabou pego pelo Dragão. Usando toda sua lábia conseguiu mais uma vez enganar o dragão e em um sacrifício para proteger uma vila acabou ascendendo ao panteão. Markon é um deus caótico, mas frequentemente associado a coisas boas.

Senhor das moscas: Esse deus é conhecido e cultuado por culturas primitivas goblinoides. Pouco sabe-se a origem do senhor das moscas mas sua influência é sentida e notada em altares em regiões ermas. Alguém de uma sociedade civilizada cultuar o senhor das moscas é visto com mau augúrio.

Nepheliss: deus do submundo. Nepheliss foi um grande bruxo que, não contente com os poderes que recebeu de entidades demoníacas decidiu que deveria dominar todos os continentes. Ele fez um pacto com o deus  Gorh, em busca de aumentar a sua própria influencia. Porém, Gorh o traiu e em uma investida de alguns campeões Nepheliss foi subjugado. Por seus crimes, ele foi condenado a morte por decapitação. Seus restos mortais foram queimados e sua cabeça foi petrificada para servir de exemplo. Porém, 10 anos após a sua morte o mausoléu onde estava guardado a sua cabeça foi violado. A mesma sumiu, e começaram a surgir boatos sobre as atividades de um ser sombrio direcionando as forças de grupos selvagens tanto contra Asturia quanto em Draegon. Um grande embate foi feito e a identidade da entidade foi revelada. Era Nepheliss que voltou do além e ascendeu a divindade. Ele agora estava governando o submundo e estava em pé de guerra contra Gorh. Houveram várias manifestações em toda Edora do embate dos dois deuses malignos, no que foi conhecido como as eras negras. Ao fim desse período,  Nepheliss ficou como o Deus do submundo, um eterno rival de Gorh.

Maracna: Rainha da escuridão. Dizem que o único ser que o Deus maior O Nada já nutriu algum sentimento, foi por Maracna. Ela era uma aracnae atroz, filha de uma enorme ninhada. Assim que eclodiu, Maracna sentiu um enorme vazio, uma descrença totalmente contraria do que seus irmãos sentiram ao eclodir dos ovos. Maracna queria paz e vazio, e queria isso com tanto afinco que despertou o interesse de Nada. Nada infundio Maracna com seu poder, deu-lhe consciência e acompanhou enquanto ela crescia. Usou-a e suas crias para seus próprios propósitos e quando ela morreu ascendeu ao patamar de divindade. Há relatos de cultos a grande Deusa Aranha em cidades civilizadas de Draegon, mas nada até o momento confirmado.

Resumo de tendências divinas:

Deuses bons: 

Mãe Celestial: deusa maior (leal/Bom)
Draen: deus maior (leal/bom)
Gilren deusa maior (tendencia leal/boa)
Alenara: Deusa menor (leal/boa)
Nesmodan: deus menor (leal bom)

Deuses neutros:

Tribunal Vivo: deus maior (neutro/neutro)
Astor: deus maior (leal/neutro)
Algor: deus menor (leal/neutro)
Nila: Deusa da natureza (neutro/neutro)
Mãe noite: deusa da morte (neutra/neutra)
Nambo: deus da fortuna (caotico/neutro)
Markon: deus da mentira (caotico/bom)

Deuses malignos:

O Nada: Deus maior (caótico/mal)
Maracna: Deusa menor (caótica/má)
Gorh: deus menor (leal/mal)
Abisalon: deus menor (caótico/mal)
Senhor das moscas: deus menor (neutro/mal)

Nepheliss: deus menor (leal/mal)

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