sábado, 21 de novembro de 2015

Prelúdio - Começa a aventura dos caçadores de gigantes

                A chuva cai de forma cadenciada na charneca. Já faz algum tempo que Ellandrel descansa sob uma arvore á muito castigada pelo tempo. Não tem ideia de onde seguir, em sua cabeça lembra as palavras de seu pai: “ Viaje sempre de dia, e sempre pela estrada. Evite andar a noite pelos ermos. ”. Ellandrel sorri, como se preocupar com a noite e com a escuridão quando é nela que ele sente o conforto e calor que a muito não sente entre seus pares? Sua mãe, nada disse, apenas chorou e abraçou o filho. Em sua mão um pouco de provisões, algumas flechas e um olhar embargado pelas lágrimas. Ellandrel saiu sem despedida, se pudesse sentir algo físico sentiria os olhares fulminantes, dos outrora amigos, como flechas incisivas prestes a atingir um inimigo. Ellandrel sorri, se perde em pensamentos, lentamente recosta a cabeça e dorme...
                A chama crepitante da lareira não é a única que produz som naquela sala ampla e confortável. Ao fundo, Bellaras escuta o doce som de moedas sendo separadas, empilhadas e guardadas. Doce som da fartura, ele ouve seu pai dizer. Artoris é um homem grande e gentil, trabalhou muito pelo conforto de sua família. Esse trabalho lhe rendeu propriedades e um negócio que tem tudo para dar certo nessa região inóspita. Vou te levar na próxima viagem – Diz Artoris em tom alto e vivante – Está na hora meu filho, precisa aprender o oficio da família. Bellaras nada diz, apenas olha a lareira... embora a adrenalina tenha corrido pelo corpo pela possibilidade de quebrar a rotina, um frio lhe sobe a espinha. Que esse dia chegue logo, ele pensa.
                Metal batendo contra metal, esse é o som que se ouve na pequena viela. A pouca luz vem de algumas janelas abertas. Está escuro, mas Jean consegue ver perfeitamente a sua frente. Ele ver Jarh Borm, um falastrão que costuma mexer com ele e sua turma. Jean está cansado de desaforos, não vai levar mais esse para casa. A vida lhe ensinou muito bem como empunhar um escudo e uma espada, herança essa que também veio de seu pai. Sempre muito sério e concentrado, seu pai por diversas vezes pareceu distante. Mas sempre passou valores para seu filho, valores esses que compõe e exímio guerreiro que ele se tornou.
Essa foi a última vez que mexeu comigo Jarh, estou farto da sua falácia! – Vocifera Jean. Jarh apenas olha, não demonstra espanto por ver Jean lutando encurralado. Jarh começa a rir, sua gargalhada ecoa pela viela. Gritos de moradores, mandando os bêbados irem para casa é ouvido de todos os lados. Jarh guarda a espada, olha para Jean e estende a mão. Vamos embora garoto, você lutou muito bem. Não fique nervoso, te provoquei de propósito. Qualquer um que tenha a coragem de levantar a espada contra mim merece meu respeito. Vamos la, vou te pagar uma bebida. – Jean apenas observa e segue lado a lado com o brutamontes, ele não demonstra, mas por dentro fica muito feliz por esse reconhecimento.
                A chuva atrapalha as passadas apressadas de Bront, ele precisa fugir e rápido. Fazia tempo que não era pego roubando, tinha que ser justamente essa noite. Justo a noite que começou a chover e que ele estava carregando uma sacada de arroz. Ele corre por entre os telhados baixos, no seu encalço alguns guardas da cidade. Eles gritam palavras de ordem, que são solenemente ignoradas por Bront. Ao chegar em um beco sem saída Bront encontra a chance que precisava para sumir de vista. Ele vê duas opções, ou joga o saco de arroz para o lado e pula o muro ou tenta se esconder por entre as caixas que tem no beco. Bront ri das opções, ainda mais a mais estupida delas que seria tentar se esconder entre as caixas. Ao chegar no beco, Bront se vira. Saca sua espada, está pronto para o combate. Os guardas desistem de uma resistência pacifica, se preparam para o embate. Tolos, pensa Bront, não sabem contra quem estão lutando! – Bront não se preocupa em ser reconhecido, normalmente ele é Bront, esta noite ele é Rufim o ladrão. Seus golpes são certeiros, mas Bront não quer machucar os guardas. São pais de família, estão fazendo seu trabalho. Um golpe rápido faz com que o guarda se desarme, o segundo avança e erra o golpe abrindo sua guarda. Um giro e um chute o guarda cai. Bront dá uma gargalhada, pega o saco e põe se fugir. Os dois não o seguem, o soldo é pouco e não vale a pena passar raiva por conta de um saco de arroz. Bront entra em um beco, ajeita a máscara e a capa. Subir no telhado e uma tarefa relativamente fácil para ele, anda um pouco por cima até chegar ao seu destino. Bront escuta movimentação dentro da ampla casa, alguns sons de crianças brincando. Lentamente deixa o saco de arroz na porta e bate. A figura é bem conhecida por ele, Brinya. A meia orc pega o arroz, no fundo no fundo ela sabe quem deixou o presente. Brinya sorri e entra na casa. Foi um dia muito corrido para Rufim...




sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Uma grande Aposta - Fata Morgana

O texto abaixo retrata as reflexões do Mago Alfabur e são resultados das interações entre os jogadores na nossa ultima sessão de RPG...

Os últimos dois anos tem sidos muito bons. Consegui realizar alguns feitos na cidade e causei boa impressão para a liderança de Sundabar. Com isso recebi o convite para fazer parte da famosa guilda dos heróis. Fazer parte de tal companhia é uma oportunidade de alavancar os meus feitos nesse mundo. Embora de cunho privado, essa guilda realiza trabalhos para toda a comunidade da Região e possui mais de 60 grupos vinculados e trabalhado. Sem duvida uma grande oportunidade de realizar feitos importantes e deixar meu legado nesse mundo.

Mas, por ironia do destino (ou não), preciso de um grupo. O documento que recebi deixou claro que a guilda so aceita grupo formados, com no mínimo 4 pessoas. De fato o trabalho em equipe é muito mais efetivo e a ideia de me aliar a outros aventureiros ja havia sido avalaida por mim no passado. Esse novo cenário é um "empurrão" do universo para que eu me mexa. 

E foi pensando nisso que resolvi buscar uma taverna frequentada por aventureiros da cidade. Passei alguns dias jantando e observando todos os possíveis "talentos" para que eu pudesse formar meu grupo. Embora o cenário nao estivesse muito a favor, em função de eventos na região, resolvi tentar tendo como meta encontrar companheiros com bons antecedentes.




E mais uma vez o universo realizou mais um capricho. Mystra deve ter algum interesse em minhas ações e foi em uma noite que encontrei TODOS os meus companheiros. A ideia de frequentar a taverna foi mesmo valida e todos os talentos que buscava foram um a um surgindo, melhor dizendo, entrando pela porta da Taverna. O primeiro foi Julsan o guerreiro. Este já havia recebido uma medalha de mérito por feitos em uma aventura a favor de Sundabar. Embora não o conhecesse, já havia escutado sobre os seus feitos. Não poderia deixar passar essa oportunidade e logo o chamei para uma conversa em minha mesa enquanto jantava. Felizmente o rapaz se demonstrou com boa vontade e embora pensasse em ouro e prata, ele também falou em realizar boas ações e também pensa em deixar seu legado.

O 2o e o 3o membro do grupo chegaram juntos. Um deles, Dallas, ja me era familiar. Eu em minhas andanças pela cidade ja tinha o percebido. Acompanhado de Dallas veio Ciryus, um Clérico de Tymora (Mas tarde vi que ele é bem forte para um clérico). Nesse momento percebi que poderia concretizar a ideia de ter todo o grupo formado e melhor, em um única noite. 

Quando eles entraram na taverna Julsan ja estava ao meu lado e nisso ja pensando como grupo e com os ideias de conduta alinhados, resolvemos chamar os outros 2 para um conversa. E, felizmente percebi em todos o potencial que buscava. Não eram renomados como Julsan, mas Ciryus e Dallas possuíam o talento e os antecedentes que buscava. Logo, depois de uma longa conversa resolvemos nos aliar e tentar a oportunidade na Guilda dos Herois de Sundabar.

Confesso que apostei minha reputação e a de Julsan quando investi nos outros 2 membros. Mas, quem não corre riscos não vence e pensando no potencial de todos que resolvi "pagar para ver" até onde Mystra e seus caprichos irão nos levar... No outro dia procuramos a companhia para a filiação. Depois de uma pequena discussão para alinhamento de interesses nos filiamos e nos tornamos oficialmente um grupo. Agora somos a "Fata Morgana". Uma associação, um grupo de aventureiros que lutarão com um interesse comum em busca de um legado regado a bons feitos.



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Lore: Alfadur Antarys Ferelden

Alfadur Antarys Ferelden

Alinhamento: N/B - Humano
Classe: Mago
Escola Arcana: Conjuração  (Foco de Escola - Teleporte)
Escolas proibidas: Necromancia e abjuração

Laços

Alfadur nasceu na bela cidade de Silverymoon, mais conhecida como a gema do norte. O mago veio de uma família de grandes guerreiros, onde a gerações esta ligada a defesa da cidade. Alfadur, por sua vez, se interessou pelo estudo da magia Arcana e mesmo contrariando a vontade de seu paia, Alfabica, resolveu investir nos estudos da magia.




Alfabica, que um dia foi um dos delegados da cidade, com o tempo aceitou a decisão de seu filho. Até então, seus antepassados e demais filhos sempre trilharam o caminho da espada e se dedicaram a proteger a sua bela cidade. A escolha de Alfadur foi conflituosa, mas com o tempo, foi aceita e até mesmo festejada pois o Mago se destacou em sua carreira Arcana. Atualmente aposentado, Alfabica se tornou um dos conselheiros da cúpula de que governa Silverymoon, prestando serviços a senhora Alustriel Silverhand.

Academia Arcana e ideologias

A academia arcana de Silverymoon é responsável pela formação dos maiores magos do Norte. Alfadur sabe que tinha tudo para se capacitar e se tornar um grande Mago. O fato de sua família inicialmente não aceitar a sua escolha não o desmotivou, apenas forneceu mais combustível para demonstrar a todos o seu potencial. E durante muitos anos, ate que seu pai Alfabica aceitasse de fato a sua escolha, Alfadur se esforçou e se tornou um grande estudioso da arte da magia.

Uma vez aceito e já possuindo o titulo de Mago, Alfadur entrou em questões filosóficas sobre o seu futuro. De que vale todo poder e conhecimento se este não é empregado para o bem das pessoas? A Magia Arcana, aos olhos de Alfadur é um presente dos Deuses aos homens e demais raças de Faerun. E crendo nisso que o Mago começou a praticar a sua fé em Mystra, a atual deusa que representa a Magia. 



Diferente de seus companheiros de estudo, Alfadur não se baseia apenas na razão para suas decisões. Ele entende que a vontade dos Deuses refletem diretamente nas ações do plano material e que tais desejos são variáveis complexas na equação que explica o mistério da vida. Negar o poder dos Deuses para Alfadur é negar o poder de toda a criação. Logo, para o Mago, razão e fé caminham de mãos dadas.

Entendendo que o seu talento para com a magia era algo a ser lapidado e empregado para o bem de todas as criaturas de Faerun, Alfadur resolve sair do mundo acadêmico. O laço "guerreiro" herdado de sua família, em especial de seu pai, deram a coragem necessária a Alfadur para "abandonar" a academia. Foi uma decisão difícil, mas era o que o Mago desejava para sua vida e assim foi feito.

O desenvolvimento dos conhecimentos Mágicos

Entendendo o seu "chamado", Alfadur parte para Sundabar. A cidade foi um atrativo para ele uma vez que Silverymoon estava bem guardada e protegia (tolinho...rsrsrs). Logo, o desejo de conhecer o mundo, lugares novos, pessoas e etc, motivou ainda mais a sua partida. 

O Mago então participou de algumas aventuras a favor da guarda da cidade. O desejo de empregar os seus conhecimentos mágicos em combates a favor da proteção das pessoas é muito forte. E foi assim que o Mago fez. Durante 2 anos ele prestou serviços a cidade de Sundabar e ali fixou residencia.  

Boatos de um exercito marchando contra os elfos do norte assolam Sundabar. Tal ameça é inaceitável para Alfadur e o Mago não pensará duas vezes em empregar mais uma vez os seus conhecimentos a favor do bem de todos.